segunda-feira, 14 de junho de 2010

Afinal de contas, o que é o amor?

A-M-O-R. impressionante como cabe todo um infinito em apenas quatro letras. Sentimento belo, simples, delicado, arrasador, destruidor, complexo, que nos impulsiona, mas que também gera em nós sensações de dor, insegurança e medo. Medo de enfrentá-lo, de não domá-lo e mesmo de vencê-lo. Vencer o que não se vence, que é invencível, por vezes até insensível.
Oh, Amor, como podes ser tão belo e lindo e, ao mesmo tempo, tão cruel?!
Talvez sejas o mais antigo sentimento, o primeiro que nós, homens, sempre tão frágeis, conhecemos, e que, mesmo assim, não aprendemos a lidar, a conhecer, a sentir, a viver.
Desde o início da humanidade, lidamos com o Amor, e muitos, desde sempre, tentaram defini-lo e entendê-lo, sem sucesso, pois o amor não é algo que se permite definição através de palavras, que não busca ser entendido, mas sim sentido.
Poetas, filósofos, cientistas, simplesmente homens tentaram entender o amor, mas todas as suas tentativas foram vãs, pois o amor, o sentimento mais humano, é verdadeiramente divino. Permite-nos alcançar aos céus, mesmo estando com os pés bem firmes na terra, nos permite sonhar, estando bem acordados.
Sua aproximação causa-nos calafrios, nos para a respiração, faz o nosso coração disparar. Causa-nos medo, por vezes, mas é um medo diferente, mesclado com alegria de se sentir vivo, pois só vivemos enquanto o sentimos. Quando cessa o amor, cessa a vida. Não vivemos sem respirar, não vivemos sem sentir o coração bater em nosso peito, da mesma forma como não vivemos sem o amor. Sentimento único, que encera dentro de si uma gana de sensações.
Nunca algo foi tão complexo quanto o amor, tão amplamente discutido e tão pouco entendido quanto o amor.
Não é fórmula matemática, não é teoria filosófica, não é definível através de uma lei da física, não se encontra dentro de um elemento químico, mas está dentro de toda a história e da evolução do homem, pois é simplesmente amor.
Defini-lo, nós não podemos, e reconhecê-lo, será possível?
O amor se manifesta de diferentes formas em diferentes pessoas, ora com mais intensidade, onde se mostrando mais brando, mas o certo é que o amor, quando nasce, não pede licença e nos toma por inteiro. Não podemos resisti-lo. Podemos até fingir indiferença, parecer até que não o notamos, mas ele está ali. Quando lança suas raízes em nosso peito, não pode mais ser arrancado. Sempre floresce, quer o reguemos, quer não.
Amor, quando está junto é expressa através de muitos sorrisos, mas quando parte deixa sempre um coração despedaçado e muitas lágrimas.
Dores e alegrias se misturam nos braços do amor, força e fragilidade, humano e divino.
Como pode algo tão pequeno, que possui apenas quatro letras, se mostrar tão grande, tão complexo, tão indefinível?!
Muito já se tentou, muito ainda vai se tentar definir o que é Amor, no entanto, creio que ninguém vai defini-lo, ninguém nunca vai entendê-lo e ninguém nunca vai domá-lo. 

2 comentários:

  1. Bastante rico em 'informações'. Gostei da descrição e do amplo significado à palavra 'amor'. A única coisa que eu não gostei foi que você utilizou a palavra 'complexo' três vezes.

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  2. isso por conta de toda a complexidade do amor... rsrs

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