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domingo, 1 de janeiro de 2012

1º de Janeiro: dia Mundial / Anual / Universal dos Planos

Não adianta. Início de ano é tudo igual: cara de segunda-feira, com a diferença de que é feriado e a gente não precisa ir trabalhar. Todo mundo de ressaca, com dor de cabeça, com sono por ter ido dormir às altas horas da madrugada (ou por sequer ter dormido), com fortes dores na barriga provocadas pelos excessos da noite anterior, enfim, é tudo, menos bom acordar no primeiro dia do ano. Ideal mesmo seria se pudéssemos dormir todo o dia 1º de Janeiro e só acordar dia 2, renovados, sem quaisquer reclamações, prontos para começar pra valer o ano novo.   
    Primeiro de Janeiro,além de ser uma espécie de Dia Mundial / Anual / Universal das Reclamações (provocadas pelos excessos da noite do dia 31 de dezembro), é também um dia que é quase que exclusivamente dedicados aos planos para o ano que está começando. Todo mundo, nesse dia em especial do ano, faz seus planos, embora nem todos possam ser realizados, afinal de contas, como nem todo mundo ganhou o prêmio da Mega da Virada, não se vai poder começar a “torrar o dinheiro” com que já estava se contando para o ano novo. Toda mulher faz planos para entrar numa dieta rígida e segui-la plenamente, cortar doces, frituras, comidas gordurosas e uma poção de outras coisas, embora não consiga resistir à primeira barra de chocolate, usando como desculpa que aquela será a última (“uma despedida dos excessos, sabe como é...”, alegam elas), o que representará a quebra da rígida dieta ainda antes de terminar a primeira semana do ano novo, destruindo assim todos os planos de um ano inteiro por conta de chocolate! Há sempre os homens que fazem os planos (promessas) de entrar na academia, embora só consigam ficar lá no primeiro mês, só por que tiveram que pagar, e sair antes do primeiro mês representaria um gasto a toa de dinheiro e uma total falta de perseverança. Há os que pretendem mudar de emprego e os que pretendem, logo na primeira semana do ano pedir uma promoção ao chefe, com direito a aumento de salário, óbvio, para aproveitar enquanto este está solidário e compreensivo por conta das festividades e espírito reinante de final de ano. Há sempre os que juram que (nesse ano, sim!) irão de “emendar”, criar juízo, deixar de farrear e coisas do tipo, mas é só chegar o carnaval que a sua força de vontade será posta a prova e logo os planos e promessas feitas no primeiro dia do ano serão esquecidos. Há os que pretendem se dedicar pra valer aos estudos, mas só depois do veraneio e do carnaval, da páscoa, do São João, das férias do meio do ano, e assim vai “empurrando com a barriga” e quando der por si, acabou-se o ano e sequer abriu o livro uma única vez durante todo o ano para estudar pra valer. Não faltam os que prometeram ficar ricos, apostando na Mega Sena, e durante todo o primeiro mês do ano fará uma aposta por semana, mas que, a medida que o tempo passa e percebe que não é fácil ficar rico apostando na loteria, logo desanima e começa a usar como justificativa o fato de que “não queria tanto dinheiro assim, já que, afinal de contas, com tanto dinheiro a pessoa sequer consegue viver em paz, vivendo com medo de seqüestro e um monte de coisas do tipo”. Tem planos de tudo quanto é tipo, e tem gente que faz tantos que seriam necessárias várias vidas para se realizar todos.
    Eu, por meu lado, também faço meus planos. Por exemplo? Prometo me livrar de minha preguiça, embora saiba que “preguiça” é uma espécie de marca registrada, faz parte de minha identidade, e se eu deixar de ser preguiçoso, deixo de ser eu mesmo. Também prometo me dedicar mais aos estudos, embora só de lembrar das aulas chatas, dos conteúdos chatos, já começo a pensar em quem, da sala, vou pedir para assinar o meu nome na “lista de frequência”, para, pelo menos, não levar tantas faltas naquela disciplina em específico. Também prometo que desse ano não vai passar a minha leitura de Ulysses, de James Joyce, já sabendo que fiz planos e promessas em anos anteriores para ler tal livro, e até agora meu exemplar continua do mesmo jeito que está do dia em que o comprei.
    Enfim, inicio de ano é sempre igual: todo mundo cheio de planos, já sabendo quais desculpas vai dar para justificar as suas não concretizações. Mas de que importa levar ou não adiante os planos e promessas traçadas nesse inicio de ano? O que vale mesmo, nesse dia em especial, é fazer planos e promessas para esse que está apenas começando, afinal de contas, quem não faz planos (nesse dia em específico do ano) não é normal!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Primeiro dia do ano, dia de fazer planos

Primeiro dia do ano é 1 de janeiro, certo? Bem, nem tanto. O primeiro dia do ano, pra valer, é dia 2. Dia 1 é, segundo o calendário, Dia da Confraternização Universal, e o que significa isso? Eu não faço ideia! O fato é que o dia 1 de janeiro é Dia da Folga Universal, e para se ter uma ideia precisa do que significa isso, basta ver que até os shoppings centers e os supermercados estão fechados! (só uma data como essa é capaz de fechar tais estabelecimentos). O dia 1, além de ser feriado, uma espécie de Dia Universal da Preguiça, já que vai estar todo mundo cansado, de ressaca, depois de ter bebido todas na noite de Reveillon. Até as praias, muitas vezes tão cheias em dias de feriado, estão quase vazias, pois ninguém se arrisca a sair de casa em dia tão repleto de preguiça como é o dia 1 de janeiro. Além disso tudo, dia 1 de janeiro é destinado a se fazer os famosos “planos para o ano novo”, algo que virou tradição de todos: homens e mulheres, brancos e negros, ricos e pobres, de todos os cantos. E nesse contexto, de tantos planos, promessas e coisas afins, é que surgem as histórias mais mirabolantes, os planos infalíveis para 2011, iguais aos Planos Infalíveis de Cebolinha.
            Dia 1 de janeiro é dia de fazer os planos para o ano que está começando, e todo mundo faz o seu. Tem, lógico, sempre, os tradicionais. As mulheres sempre fazem planos de perder uns quilinhos que julgam estar “acima do tolerável”, embora todos digam que estão ótimas, e entram naquelas dietas miraculosas-mirabolantes, embora, na primeira oportunidade, toda a dieta, todo o plano para um ano inteiro, vai por água abaixo (ou melhor dizendo, por goela abaixo) – não há dieta e força de vontade no mundo que resista a um bom chocolate ou, num dia de verão, à tarde, àquela almoço com carne-de-sol desfiada, batata frita, macaxeira, tudo isso com muita manteiga da terra (chega fiquei com água na boca agora!). Tem sempre aquele homem mais chegado a uma farra, a muita bebida e a um “rabo de saia” que promete que vai tomar um rumo na vida, que nesse novo ano vai “tomar um jeito” e “entrar no eixo”, embora no primeiro final de semana do verão, quando seu telefone tocar, com um amigo lhe chamando para uma festa, não vai pensar duas vezes: vai vestir a primeira camisa amassada que encontrar pela frente e vai se danar pro meio do mundo. Tem o tradicional estudante que passou “se arrastando” no ano anterior, e que promete que nesse novo ano vai ser tudo diferente, que vai passar por média no terceiro bimestre, mas quando ver o conteúdo programático de química, física, matemática e história, vai ter a certeza que precisará, mais uma vez, passar pelo “conselho de classe” para conseguir passar de ano. Tem aquele que promete passar num concurso público. Há aquele que faz planos de entrar na academia ou de pelo menos acordar todo dia às 5 da manhã para caminhar, mas que não será capaz de acordar cedo nem no primeiro dia. E tem sempre aquele que faz planos de ganhar na Mega-Sena, e ele está tão convencido de que vai realmente ganhar que começa a gastar o dinheiro que ainda nem tem!
            O fato é que dia 1 de janeiro é dedicado quase que exclusivamente para se fazer planos, e todo mundo tem que fazer os seus, e comigo não podia ser diferente. Não sou de fazer nenhum plano mirabolante e impossível, que vou desistir na primeira semana do ano. Talvez a única coisa difícil realmente que eu desejo fazer esse ano de 2011 (coisa que venho tentando realizar desde 2008, diga-se de passagem) é a leitura de Ulysses, de James Joyce. Houve um ano em que eu até tentei, mas desisti antes de chegar a página 20! Mas nesse ano, quando eu tirar férias (em junho), prometo, para mim mesmo, e torno aqui pública essa promessa, a de tentar a leitura desse tão complexo, complicado, difícil, etc, etc e etc livro. Também costumo traçar metas de produção textual. Prometo escrever pelo menos um texto por semana, nem que seja uma crônica para publicar neste blog, e também terminar alguns dos romances que iniciei no ano passado (o ano terminou ontem e já estou falando como se tivesse terminado há meses...). Também tenho como meta para 2011 publicar um livro ainda no primeiro semestre, meu quarto livro, e este plano já está, pouco a pouco, tomando sua cara, já que alguns dos textos (se trata de um livro com uma novela e cinco contos) já estão finalizados e selecionados para o livro. Enfim, meus planos, como sempre, são modestos (com a exceção, talvez, da leitura de Ulysses).
            E os seus planos, amigo leitor, que acompanha este blog, quais são?